Na área de Market Research, existem diversas boas práticas que são seguidas sem questionamento. Essa adesão se baseia no compromisso com a objetividade e a ética profissional. Algumas dessas práticas mudaram ao longo do tempo. Para citar um exemplo específico, temos as leis nacionais cada vez mais rigorosas que protegem os dados pessoais mantidos por entidades privadas. Graças a essas leis, é obrigatório cumprir e demonstrar a conformidade com regulamentações como a anonimização de registros e o monitoramento do acesso a eles.
No entanto, dentro do setor, a possibilidade de pessoas que trabalham em Pesquisa de Mercado participarem de estudos da indústria continua sendo um tema que surge de tempos em tempos e nos bastidores. Como é sabido, um filtro básico presente na grande maioria dos nossos protocolos visa impedir que qualquer pessoa envolvida no assunto, incluindo seus parentes próximos, se envolvam nele. Portanto, nesta semana, listamos alguns motivos que justificam essa restrição.
Juiz e júri. Como diz o ditado, muitos problemas surgem quando há qualquer tipo de conflito de interesses entre as partes interessadas. Isso não precisa ser óbvio ou envolver relações estreitas com marcas ou categorias específicas. Ser especialista tanto em pessoas quanto em marcas já representa um claro conflito para as práticas do setor. Portanto, uma regra bem estabelecida dita que um profissional da nossa área deve escolher entre ser um pesquisador ou simplesmente um consumidor.
Sigilo. Um pesquisador de mercado atua em um setor baseado em conhecimento, com intensa competição entre analistas e agências. Embora existam técnicas qualitativas e quantitativas padrão, e muitos estejam familiarizados com elas desde seus estudos universitários, algumas empresas podem desenvolver soluções proprietárias que não desejam revelar aos colegas devido ao investimento realizado. Da mesma forma, existem conceitos e dados que devem permanecer em segredo por instrução das marcas, evitando assim problemas ao impedir que analistas tomem conhecimento de outros estudos.
Subjetividade. Quando alguém tem experiência em uma área específica, tende a desenvolver um conjunto de critérios que lhe permite identificar aspectos do design e da implementação de diversas técnicas com as quais está familiarizado. Se as pessoas que trabalham em nosso setor pudessem participar de nossos próprios estudos ou de outros, estariam atentas tanto aos temas de cada pergunta ou atividade quanto à forma como lhes são apresentadas maneiras de compartilhar suas experiências de compra. Isso pode resultar em registros influenciados por mais vieses do que os do consumidor médio.
Viés de confirmação. Embora os analistas de mercado sejam profissionais de diferentes áreas científicas, ainda são seres humanos. Isso significa que possuem uma série de vieses de pensamento. Como especialistas nos conceitos da disciplina, sua experiência de compra pode ser influenciada pelo conhecimento em pesquisa de mercado, impedindo-os de oferecer perspectivas espontâneas que reflitam melhor as reais preocupações do mercado em geral.
O debate sobre a adequação da participação de analistas de mercado pode surgir do fato de que ser especialista em nossa área não nos impede de também sermos consumidores. No entanto, muitas vezes prefere-se excluí-los da amostra em protocolos de pesquisa, utilizando argumentos como os descritos acima. Não se trata de que eles nunca possam ser respondentes. A regra é que, se um analista deixa a profissão após um certo período, ele é considerado um consumidor e pode, então, colaborar em estudos como sujeito de análise.
Na Acertiva, estamos muito atentos às diretrizes da disciplina e as aplicamos a todo o nosso trabalho desde que entramos no setor, há mais de vinte anos. Graças aos nossos escritórios no Brasil e no México, podemos oferecer soluções personalizadas para atender às suas necessidades na LATAM. Entre em contato hoje mesmo e aproveite nossa consultoria gratuita. Esse primeiro passo pode ser o início da sua próxima história de sucesso.

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